The full upstream README, mirrored here for reference. Install config, tool schemas, adoption signals, and an original overview live on the Saudeemdado listing page.
Mortalidade · Dengue · Internações · Natalidade · Vulnerabilidade social — do Brasil inteiro, a custo zero.
Site · API · Análises · Metodologia
Os dados do SUS são públicos por lei, mas inacessíveis na prática: microdados em formato proprietário (DBC), fragmentados por estado e competência, somando dezenas de gigabytes. Pesquisadores, jornalistas e gestores gastam semanas em engenharia de dados antes de qualquer análise.
O Saúde em Dado elimina essa barreira. Ele transforma os microdados oficiais do DataSUS e do IBGE em indicadores agregados, validados e consultáveis por API pública gratuita, painéis navegáveis e downloads abertos — com pipeline 100% reproduzível e custo de manutenção zero.
Mais de 14,4 milhões de óbitos (2015–2024), 6,56 milhões de casos de dengue (recorde de 2024), 40,0 milhões de AIHs aprovadas (R$ 63,4 bi) e 5,2 milhões de nascimentos — em uma consulta.
| Sistema | Conteúdo | Cobertura | Indicadores derivados |
|---|---|---|---|
| SIM | Mortalidade (óbitos) | 2015–2024 | Taxa bruta + IC95%, taxa padronizada por idade, excesso de mortalidade |
| SINAN | Dengue (notificações) | 2015–2024 | Incidência, gravidade, letalidade, canal endêmico |
| SIH | Internações hospitalares (AIH) | 2022–2024 | Permanência média e custo por episódio (AIH normal), mortalidade intra-hospitalar |
| SINASC | Nascidos vivos | 2021–2022 | Baixo peso, prematuridade, pré-natal, mortalidade infantil |
| IBGE | População (Censo 2022, Estimativas) e malhas | — | Denominadores, padronização, mapas |
| IPEA / IBGE | Vulnerabilidade social (proxy Censo 2022) | 2022 | Cruzamento desigualdade × saúde |
Todas as fontes são de domínio público. Apenas agregados são publicados — nenhum microdado individual sai da máquina de processamento (privacidade por desenho).
internacoes conta AIHs aprovadas
(produção); permanência e custo médios são por episódio, sobre a AIH normal. Nos capítulos V
(transtornos mentais) e VI (sistema nervoso) os dois números divergem muito — 25% e 10% das AIHs são
de continuação. AIH não é internação nem paciente.Documentação completa, fórmulas e limitações declaradas: saudeemdado.com/metodologia.
Princípios: (1) agregar localmente, publicar só o essencial; (2) nenhum servidor de aplicação para manter; (3) reprodutibilidade radical — todo número regenerável das fontes oficiais por um script aberto.
Site: saudeemdado.com — painéis de mortalidade, dengue, internações, nascimentos, mapa municipal, tendências e boletim por município.
API REST pública (sem cadastro; chave de leitura em .env.example):
Pacote Python (clients/python):
Servidor MCP — a saúde do Brasil consultável por IA (mcp_server/).
Conecte o Claude Desktop/Code e pergunte em linguagem natural. Expõe 19 ferramentas: consulta
(mortalidade, internações, dengue, ICSAP, fluxo de pacientes, visão hospitalar, excesso) e análise
(comparar_com_pares — município vs. estrato de saúde com percentis; canal_endemico_dengue —
diagrama de controle por UF; boletim_semanal — a edição vigente do boletim automático) — mais a
camada de confiabilidade (avisa quando o registro do município é pouco confiável) e o
detector de anomalias para briefing de gestor. Custo zero: roda no seu cliente e consome a API
pública — cada usuário traz o próprio Claude. Regras anti-alucinação embutidas: todo número vem
de uma ferramenta, com a fonte citada.
Publicado no PyPI e no
registry oficial MCP como
io.github.pedropaulofernandes88-stack/saudeemdado. Instalação e receitas: mcp_server/README.md.
Downloads — marts completos em Parquet com SHA-256 na página Dados & API.
Os pipelines fazem download, agregam em streaming com checkpoint resumível e publicam via API.
A rotina de validação (.github/workflows/validate-data.yml)
confere mensalmente totais oficiais e conciliação entre marts.
A seção Análises reúne artigos que cruzam os dados da plataforma com leitura epidemiológica e estatística — da anatomia da epidemia de dengue de 2024 ao paradoxo do sub-registro na relação vulnerabilidade × mortalidade.
Os indicadores são agregados e descritivos — não substituem julgamento técnico. Pede-se, de boa-fé, que a plataforma não seja usada para discriminação no acesso à saúde, vigilância em massa de indivíduos ou automação de decisões clínicas/de política pública sem supervisão profissional. Detalhes na LICENSE.
Vulnerabilidades vão por canal privado — ver SECURITY.md. Leia
antes a seção sobre o que não é vazamento aqui: a chave anon do Supabase é
pública por desenho (é o que permite consultar a API sem cadastro), e os arquivos
.env versionados são templates com placeholders.
Código sob licença MIT. Dados originais em domínio público (DATASUS/MS, IBGE, IPEA) — cite as fontes primárias.
Como citar (DOI 10.5281/zenodo.20706845):
Fernandes, Pedro. Saúde em Dado: inteligência epidemiológica aberta sobre os microdados do SUS. Zenodo, 2026. https://doi.org/10.5281/zenodo.20706845
Metadados legíveis por gerenciadores de referência em CITATION.cff.
Pedro Fernandes Mestrando em Saúde Coletiva (IAMSPE) · Pós-graduando em Inteligência Artificial e Ciência de Dados em Saúde (Hospital Sírio-Libanês) · Diretor de Tecnologia da Informação — Setor Público (SP)
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